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domingo, fevereiro 13, 2011

Demétrios na terra da cafeína!

Mas alguém duvida que a Liga Zon Sagres Super Bock Control Meo BCP Gillette... precisa de um avançado como o Demétrios?


No seu estilo hip hop, rapper, yoooooooo Harlem boy, Demétrios fazia o terror nas defesas contrárias.
Basta ver os vídeos abaixo. O golo de bicicleta é digno de registo, mais ainda que os comentários do Gabriel Alves.
Aqui em Portugal começou no Campomaiorense em 1997. E após uma grande época com 16 golos, vai para o Boavista. Tal como Jimmy, o Campomaiorense era um viveiro de avançados... Jimmy, Laelson, Demétrios, Vincze, Wellington e Jorginho, sao apenas exemplos.
Esta relação profícua entre a terra do café e o clube da cafeína faz todo o sentido!!
No Boavista, teve que combater com Augustine Ahinful, esse mito ganês, Rogério, César Atienza e Formoso.
Mas que grande plantel. Obrigado Jaime Pacheco!

Depois, já nos anos 2001 e 2003 andou por Beira Mar e Moreirense. Neste clube, fez uma boa época treinado por Manuel Machado e era o principal beneficiado por um excelente Afonsôô Mááártinze.. (era assim que ele próprio pronunciava o seu nome )
Até que o Brasil chamou por Deméeeeeeeeetrios que jogou no Comercial e no Mineiros antes de acabar a carreira.

Fiquem com bons momentos deste avançado á moda antiga e que hoje muita falta faria ao futebol Português.




domingo, setembro 19, 2010

Mundo de Aventuras

Boavista ou Ban? A eterna dúvida. João Loureiro levou ambos aos píncaros e depois deixou-os em ruínas. Como um meio-campo calcado por outro Loureiro, o selvagem Luís. E em ambas as tarefas passeou o seu estilo. Apreciemo-lo, então.

sábado, abril 10, 2010

Uma Lembraança

Saavedra. Aavançaado. A maarcar golos era aassim-aassim. Já quanto ao estilo... ora bem, Saavedra era um maatador nesse caapítulo, o Oates que fugiu ao Hall para (en)cantaar, de forma fugaz como um bom one hit wonder dos anos 80, os rectângulos de jogo da bola lusa.
Saiu de Aangola. Passou por Belém. Andou por Chaaves. E foi aí, esmagaado pela titâânica concorrência de Karoglan, Omer, o pai do novo Eusébio Makukula e o finlandês-que-por-acaso-pensava-que-futebol-se-jogava-com-um-volante-de-ralis Tarkkio, que se fartou do baanco de suplentes. Voltou para Aangola. Disse adeus à bola sem que ninguém lhe tivesse ouvido dizer oláá.
A sua grande marca nos aanais da bola lusa: um bigode de inspiração caantinflica, um bigode anti-Hitler, frondoso nas extremidades mas inexistente no centro. Para além, claro, da sua grafia muito particular. E, assim de repente, já não resta muito mais a dizer sobre Saavedra. A não ser que Saavedra possuía este dom de nos deixar mudos de espanto, estupefaactos com a nossa impossibilidade dissertiva, embasbacaados com a grandiosidade aalfabética de seu nome.
Os seus treinadores apenas reparavam nele quaando olhavam para o lado e viam todo um deserto de baancos por preencher e o Saavedra lá ao fundo, com o resultado em 0-3. Geralmente, lembramo-nos dele como nos lembramos de Saanta Báárbara: apenas em ocasiões especiais. Ou quaando queremos surpreender alguém com aalgo que não Mon Cheri. Ou quando ficamos sem bateria no telemóvel e não temos carregador e dizemos para nós mesmos “devia ter dado mais minutos ao Saavedra, ele pelo menos tinha um Nokia”. Ou quaando pensamos em fenómenos de contornos sobrenaturaais que não conseguimos transmitir por palaavras e tudo o que nos surge é uma imagem de Saavedra a deambular lá diaante, perdido na espessa brumaa da defensiva contrária: perdido no caampo como um Saavedra.
Podíamos dizer que Saavedra era uma pedra? Podíamos. É a rima fácil que todos queremos fazer uma vez na vida.
Saavedra. Talvez tenha mais vogais no nome do que golos na carreira. Fantáástico.

Inspirado na rubrica “O que é feito de…” da Best Rock FM (sim, recordávamo-nos dele, até já estava aqui).

quinta-feira, agosto 27, 2009

Cuckoo For Caca

Será que Alberto Gilardino e Mike Patton são a mesma pessoa?
Fontes ligeiramente inquinadas, mas ainda assim beberricáveis, afiançam-nos que o codicioso avançado "viola" e o regurgitante vocalista americano são efectivamente a mesma pessoa. E até nos contaram o que se passou neste mês de Agosto.
Os Faith No More estiveram, como é do conhecimento público, no Festival do Sudoeste, com Patton à cabeça. Tudo correu pelo melhor: o público gostou deles e eles gostaram de nós e do nosso vinho. Talvez até mais do vinho, mas gostamos de pensar que foi de nós. Vai daí, Patton fez uns sons vocais esquisitos que ninguém entendeu mas que queriam dizer “Pá, eu vou ficar por cá durante uns tempos, curto esta cena”. “E por quanto tempo, Mike?”, ao que ele respondeu com dois esgares, meio grunhido em falsete e um grito bastante longo que significava “Só quero pisar o palco de Alvalade outra vez, que deixei umas garrafas preciosas em cima do palco em 1992”.
Dito e feito. A 18 de Agosto, lá estava ele em Alvalade, metendo os nervos em franja ao vocalista dos A-Ha, culminando a sua actuação com um toque mágico que um determinado árbitro magiar considerou algures entre o ombro e a testa. No despique entre o rock dos anos 90 e a pop dos anos 80, um pequeno jogo de cintura fez toda a diferença. Sem dúvida: ele é um sujeito bastante multifacetado.

domingo, maio 10, 2009

Sábias Palavras

Há médios que são comparados ao Maradona. E depois há médios que são comparados a electrodomésticos. Por exemplo, um micro-ondas. Hã, Dill, que tal? Os camones falavam muito dele. “Do we have a deal?”, perguntavam-lhe, “Yes, you have a Dill”, respondia-lhes de pronto. Dill é aquele tipo de pessoas que não vos deixará ficar mal.
Moses, ou a gana do monstro do Gana. Um paquiderme destrambelhado na área. Se não são atropelados pela força, são devastados pelo terror. Não há tempo para preliminares, é entrar a rebentar. O acto mais carinhoso que Moses conhece é oferecer uma gazela decepada ao treinador-adjunto. Não, não é um comboio sem travão – é Moses, a besta de carvão.
Há tudo. Faz tudo. Você quer? Orestes tem. Você precisa? Orestes diz que sim. Não há meios para os fins. Canela, bola, cotovelo, apalpão, é o que estiver à mão. Com licença. Sem licença. Serviço eficiente e personalizado que nem sequer passa recibo verde. “Multifuncional”, é o que é. Não confundir com “disfuncional”, por favor.
La Paglia é um ser lactente. Um mamão inveterado que transportou esta característica para dentro do campo, comportando-se a preceito: à mama, chorando pela bola, encharcando as fraldas ao primeiro toque, cercado no seu pequeno berço por uma míriade de adversários. La Paglia era um tipo no mínimo curioso. Um talento que andou aos gugu-dadás, com medo do escuro. E este é o pedaço de trivia que faltava a Gabriel Alves.

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